Dizem-se poetas,
Mestres da poesia,
Dizem que são os melhores,
Que dizem coisas mais bonitas,
Com rimas,
Versos programados,
Palavras contadas...
Dizem-se poetas
Sem saber o que isso é,
Dizem-se mestres
Sem fazer sequer poesia,
Sem darem voz à alma
E ao coração,
Dando voz apenas ao pensamento
Que os leva a dizer o que é belo
Em vez do que realmente sentem...
Mestre é quem pensa
E escreve,
Mestre é quem escreve
E não teme
O que os outros vão pensar
E dizer,
Mestre é o que escreve,
Sem vergonha,
Aquilo que é verdadeiro...
Não sou poeta
Por não temer,
Pois temo não gostar,
Não sou poeta
Por ter coragem,
Pois tenho vergonnha de me revelar,
Mas sou poeta
Por escrever o que sinto
Sem hesitar!
Ao ler o poema fez-me lembrar a "Autopsicografia" de Fernando Pessoa.
ResponderEliminarO poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Muito bom...
Mas o meu estilo é completamente diferente do dele, pelo menos nesse...
ResponderEliminarSim, este é antagónico do teu poema, mas tal como ele, revelas o sentimento de quem gosta de escrever poesia. Uns escrevem o que sentem, fingindo, outros, escrevem sem medo.
ResponderEliminarPor ser tão diferente do dele, se podem encontrar semelhanças.
Continua a escrever.